terça-feira, 1 de março de 2016

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Minha Vida" de Madrinha de Primeira Viagem




Começou mais ou menos assim...





Receber a notícia do casório, ficar muito feliz, receber o convite pra madrinha, chorar igual criança, escolher vestido, comprar tecido, mandar pra costureira, escolher presente, organizar chá de lingerie, ajudar a Déh nos docinhos pro chá de lingerie, conhecer todas as meninas da UFF, animar o chá de lingerie.
Lu lembrando dos nomes na barra da saia =)


Experimentar vestido, escolher sapato, não achar sapato, não achar brincos, não achar bolsa, achar bolsa e sapatos perfeitos na antevéspera da viagem, pegar carona com a noiva pra Volta Redonda 3 dias antes do casamento, experimentar doce de leite da tia Cláudia, comer muito doce de leite. 


Embrulhar bem casados, ler que comer bem casados traz felicidade, imaginar a felicidade que estaria cultivando pra mim, embrulhando tantos.


Reunião com DJ e cerimonialista, ir no salão, pegar chuva, lanche bonzão da tia Cláudia, despedida de solteira, ver a noite chegar ao fim com os noivos se despedindo da solteirice juntinhos, ir no Buffet, escolher guardanapos, ensaiar na igreja. 


Comer pizza, ouvir “Minha vida” do Sambô “algumas” vezes,  assistir “Show das Poderosas” da Anitta “algumas” vezes, ver o cansaço alegre dos noivos algumas muitas vezes também, fazer as unhas, ajudar a Carol Loubach a escolher acessórios por fotos em inbox do face,  ficar tensa, ir pro salão, fazer penteado, fazer maquiagem, ganhar cílios novos, me sentir uma ET, correr pra casa da noiva, diminuir o topete, pensar em tirar os cílios, olhar pra cima pra conseguir enxergar as pessoas,  colocar o vestido, escolher os brincos, “subir” nos sapatos, aprender a andar.

Chegar na igreja, ver que a Carol Loubach escolheu acessórios completamente diferentes dos que ela disse que compraria, sentir frio, ficar tensa, descontrair com as coisas engraçadas que meu par falava, ver o pai da noiva segurando o choro , entrar na igreja, quase correr no tapete vermelho, ver a noiva entrar estonteante. 




Ver o noivo chorar, ver a tia Cláudia parecendo uma deusa grega e com um sorriso lindo. Ver o padre falar coisas lindas e algumas engraçadas, ver um rapaz parecido com o Alexandre Pires no início da carreira, surpreendendo com um super vozerão cada vez que abria a boca pra cantar, ouvir os noivos muitas vezes respondendo “SIM” após cada pergunta do padre, ver o queixinho da noiva tremer e os olhos marejarem ao proferir os votos, não enxergar quase mais nada por conta da água nos olhos e dos cílios.

Eu me senti assim.


Ir ao altar assinar um “Maria EALF” tremido, dar uma abraço na noiva e ouvir dela a frase simples que resume tudo e me fez ver a grande razão pra eu ter o privilégio de ser madrinha e que me faz chorar cada vez que lembro:  “Você representa uma fase linda da minha vida”. Pode parecer simples, mas pra nós isso significa toda a história da nossa amizade. Era na verdade a minha vez de dizer algo bonito, mas se fosse o contrário não seríamos eu e Ilana. =)

Cumprimentar o noivo quase sem enxergá-lo por conta das lágrimas e dos cílios, voltar pro banco da igreja morrendo de medo de cair do alto do salto, ficar mais uns 10 minutos sem enxergar nada na minha frente enquanto tocava “Abençoa Senhor, as famílias amém...” do Padre Zezinho (música que me lembra uma época saudosa da minha infância). Ouvir o discurso emocionado e engraçado do pai do noivo, ver a mãe do noivo se emocionar também.


Sair da igreja no tapete vermelho tentando achar o pessoal da turma, ver Carol e Thata tentando tirar uma foto minha, ser sacaneada pelo Joles por não conseguir fazer bolhinhas de sabão direito, sentir um frio imenso, levar bronca da Carol e Thata por correr pra entrar e pra sair da igreja e as fotos terem saído tremidas.


Ir pro salão da festa, apoiar na Lu pra andar, sentir uma felicidade imensa por ver uma mesa cheia de pessoas que amo demais, tirar fotos, fofocar, dançar, tirar fotos com os noivos, ganhar lembrancinha “surpresa” de madrinha.


Ver Ilana e Diogo lindinhos dançando “Minha vida” do Sambô, sambar depois com a Mocidade (In?)dependente de Rio Novo, ser roubada por um gentil par de olhos verdes.


Sentir dores nos pés, ganhar um chinelo com meu nome na etiqueta, TIRAR OS CÍLIOS (UFA), dançar, rir, tirar fotos, dançar, rir, tirar fotos de novo, tomar drinks coloridos.





Dar abraços na noiva, dançar com quase todo mundo que eu mais amo nessa vida, ficar eufórica sem beber quase nada, dançar Anitta, dançar junto, dançar “deslizando” do Bonde das Maravilhas com as meninas da UFF. 


Ter CRISES de riso com Walbert e Gustavo, ver o Gustavo cantando e dançando “House”. Ver o Walbert reclamando de bullying, discordar com o Walbinho que defendia a superioridade do Naldo em relação a Anitta. 
Ver a Lu perguntando se ele queria a chave do carro ou os “bolinhos” e vê-lo escolher os “bolinhos”, ver o Gustavo sendo brasileiro e não desistindo nunca. 



Ganhar uma flor! Guardar a flor. Ir embora escutando “Show das poderosas” pela milésima vez na semana, ver o Walbinho cantando “Girl on Fire”, ver os meninos tendo crises seguidas de riso antes de entrar em casa. Rir junto com eles por horas seguidas, ver a Carol derrubando as coisas, dormir na sala com Carol e Gustavo, todos sofrendo com o “som da respiração” do Walbert.



Acordar com dores abdominais devido às risadas, almoçar um banquete com as comidas do casamento, ser sacaneada por causa dos cílios, rir porque a tia Cláudia achou os “bolinhos” do Walbert esfarelados num papel em cima da mesa, ainda ver os noivos antes de ir embora, aprender a identificar o estilo musical “House” no caminho pra casa, se perder na Dutra, se achar na Dutra, chegar em casa recebida pelo Oliver aos pulos, ir deitar pra dormir com um sorriso e um cansaço do tipo que eu gostaria de ter sempre!

Não é um casamento qualquer.  Esse é um daqueles casamentos que você passa anos torcendo pra que tudo dê certo pra ele acontecer.  É um daqueles casamentos que fazem as pessoas acreditarem que podem ser felizes com alguém.  Não que seja tudo muito fácil e sem dificuldades, mas ver as dificuldades moldando a união, pra chegar a esse momento foi bonito demais de ver. E pra tornar isso tudo ainda mais especial pra mim, eu tive a honra de ser convidada pra ser uma das madrinhas.



Meus queridos Ilana e Diogo, conviver com vocês, mesmo que a distância na maior parte do tempo, tem sido inspirador. Ver suas conquistas é uma lição de como conduzir a vida do jeito mais HONESTO, OBJETIVO, RESPEITOSO, DETERMINADO e AMOROSO possível.  Vocês são almas iluminadas. Desejar a felicidade de vocês é mais do que natural pra todos nós, porque ver vocês dois felizes nos faz sentir felizes também. E digo isso no plural, porque pude ver de perto quanta gente admira e acabou conquistada pela história de amor de vocês. E isso tudo é só o início de uma série de conquistas e momentos de alegria de uma vida toda.

MUITO OBRIGADA! =)


Ps: Comer trufas e bem casados enquanto escrevo isso tudo ;-)



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Maiah e seus vinte e tantos anos









Eu sempre soube que esse dia chegaria, mas de fato parecia um futuro tão, tão distante... que agora que ele chegou, é estranho me dar conta de que eu ainda me sinto a mesma garota de 5 ou 6 anos atrás quando criei a Maiah e pus como titulo do blog “Maiah Loren e  seus vinte poucos anos”. Eu juro que imaginava um futuro totalmente diferente agora que passo dos 25.  Mudei muita coisa em mim, mas me imaginava diferente do que agora eu sou. Acho que tem muita gente aí compartilhando da mesma sensação.

Mas é isso mesmo. Período novo na vida merece blog novo também. Fonte nova, layout novo, assuntos novos e tudo o mais. Maiah e as sensações dos seus vinte e poucos anos vão ficar guardadas com carinho na internet e no meu coração. E se um dia alguém quiser fazer uma visita ela tá aqui: http://maiahloren.wordpress.com/

A Maiah ficou quieta por um tempo. Ela andava adormecida. Sono super profundo. Mas escrever faz parte de mim. Diz quem eu sou, faz eu me encontrar, é quando eu organizo as ideias e desabafo. Por isso a Maria não parou de escrever. Gravei meus registros, onde só eu pudesse ver, mas já sinto outra vez aquela vontade de compartilhar com quem quer que seja as reflexões que me pego fazendo. Voltei a olhar pra mim, sentir prazer em estar comigo mesma imersa em pensamentos bons. Voltei a organizar textos mentalmente enquanto converso com alguém, ando de ônibus, ou tomo banho (esse por exemplo foi quando eu tava passando xampu no cabelo). Enfim, a Maiah acordou.

Mas afinal, quem é a Maiah?

Dizem que pessoas não podem ser definidas, estão em constante mutação. Dizem por aí que definir é limitar, mas como a Maiah é só um pedacinho de mim, vou contar como ela é.

Eu diria que a alma da Maiah se trata de alguém com dúvidas, anseios, esperanças, pouquíssimas certezas, alguém que busca objetivos pra correr atrás. Em suma, alguém que não está satisfeito, mas é feliz com a busca. E eu Maria, estou vivendo essa fase Maiah novamente: feliz por estar insatisfeita outra vez. Por ter objetivos novos. Por ter coisas importantes a conquistar sozinha, sem ninguém, alone, all by myself, comigo mesma, independente.

Ando me sentindo orgulhosa de mim mesma por conseguir fazer meu coração lembrar do quanto eu sempre me fiz feliz e continuo sendo capaz disso.

Mas pra quem nunca conheceu a Maiah, eu explico na prática: Maiah não é ideia pré concebida, opinião formada, justa ou injusta, certa ou errada, engraçada ou triste, boboca ou séria demais.

Maiah é click, estalo sobre um momento. Maiah pode ser quem ela quiser.

Maiah é sensação... Beibiiiii! Geral jogando a mão!